A Breath to Follow | Um sopro a se seguir

26–27 Mar 2022
CCA Annex (online), CCA Annex (online)

Poethics

Re/de-centering

Study and fugitivity

(Collective) Sensoriality

Resistance and persistence

Black and Indigenous sociality in Brazil

Dissident imaginaries/imaginaries of dissidence

Poéthica

Re/descentralização

Estudo e fuga

Sensorialidade (coletiva)

Resistência e persistência

Socialidade negra e indígena no Brasil.

Imaginários dissidentes/imaginários de dissidência

A poetics can take you only so far without an h.  If you’re to embrace complex life on earth, if you can no longer pretend that all things are fundamentally simple or elegant, a poetics thickened by an h launches an exploration of art’s significance as, not just about, a form of living in the real world.

That as is not a simile; it’s an ethos. Hence the h.  What I’m working on is quite explicitly a poethics of a complex realism.

 

– Joan Retellack, Poethical Wager, 2003

 

 

Uma poética só pode levar-te até certo ponto sem um h. Se você quer abraçar a vida complexa na terra, se você não pode mais fingir que todas as coisas são fundamentalmente simples ou elegantes, uma poética engrossada por h lança uma exploração do significado da arte como, não somente isso, como uma forma de viver no mundo real.

Isso não é um símile; é um ethos. Daí o h. O que estou trabalhando é explicitamente uma poéthica de um realismo complexo.

 

Joan Retellack, Poethical Wager, 2003

 

 

Two days of online discussions and artists presentations exploring the cosmological, decolonial, sensorial practices of Black and Indigenous grass roots art, dance and music collectives in Brazil. 

 

Dois dias de discussões e apresentações online de artistes explorando as práticas cosmológicas, decoloniais e sensoriais de coletivoas de arte, dança e música de base negra e indígena no Brasil.

 

 

 

 

 

Featuring: Turmalina, Periferia Segue Sangrando (Periphery Keeps Bleeding), Chama and Carni - Coletivo de Arte Negra e Indígena (Black and Indigenous Art Collective)

 
 

Apresentando: Turmalina, Periferia Segue Sangrando, Chama e Carni – Coletivo de Arte Negra e Indígena.

 

How do visual art, sound system, DJ, curatorial and community-based Afro-Indigenous artistic initiatives in Brazil produce singular sensory fields and propose increasingly complex strategies to navigate the injunctions of the present?

 

Como as artes visuais, sound systems, DJs, a curadoria e as iniciativas artísticas afro-indígenas de base comunitária no Brasil produzem campos sensoriais singulares e propõem estratégias cada vez mais complexas para navegar pelas injunções do presente?

 

How are diasporic poetics locally grounded, through an echoing of poethical codes that exceed the urge to only respond to structural violence such as the history of massive enslavement and incarceration, continuous economical and land dispossession and extraction?

 

Como a poética da diáspora é localmente territorializada, por meio de um eco de códigos poéthicos que extrapolam as urgências em somente responder à violências estruturais, como a história de escravização e encarceramento em massa, contínua despossessão e extração econômica e de terras?

 

How do visual artists and curators working under colonial, racial, cisheteropatriarchal subjugation, practise non-hegemonic production while perforating the exclusionary systems of the institutionalised and legitimating art world circuits?

 

Como artistas visuais e curadoras que trabalham sob subjugação colonial, racial, cisheteropatriarcal, praticam a produção não hegemônica enquanto perfuram os sistemas excludentes dos circuitos institucionalizados e legitimadores do mundo da arte?

These events have come about through Arika’s ongoing entanglements, conversation and collaboration with Denise Ferreira da Silva, Valentina Desideri, Amilcar Packer, Ana LiraCamilla Rocha Campos and Diego Crux and other members of EhChO’s platform and the Transformative Justice Praxis Research Project. These projects both work through the spirit of friendship, transnational solidarity and facilitating material redistribution (through reparation, not charity) as well as the sharing of knowledge, practises, materials and tools. They seek to respond to the urgencies unleashed by the new global coronavirus pandemic. EhCHO provides and encourages material and immaterial expressions of support to Black, Indigenous, and LGBTQI+ Brazilian artists and collectives during the COVID-19 pandemic. 

Esses eventos surgiram por meio de emaranhados contínuos, conversas e colaboração de Arika com Denise Ferreira da Silva, Valentina Desideri, Amilcar Packer, Ana Lira Camilla Rocha Campos e Diego Crux e outros membros da plataforma EhChO e do Projeto de Pesquisa de Práxis de Justiça Transformativa. Esses projetos funcionam tanto por meio do espírito de amizade, solidariedade transnacional e facilitação da redistribuição material (através de reparação, não de caridade), bem como pelo compartilhamento de conhecimentos, práticas, materiais e ferramentas. Buscam responder às urgências desencadeadas pela pandemia global de coronavírus. EhChO busca fornecer e incentivar manifestações materiais e imateriais de apoio a artistas e coletivos negros, indígenas e LGBTQI+ brasileiros durante a pandemia do COVID-19.

 

The participating collectives are mostly, but not only, concerned with matters such as systemic and structural colonial, racial and gender violence, material and financial conditions, sociality and artistic/knowledge production. Blackness and indigeneity, and the alliances and intersections between African diasporic and indigenous people’s practices of imagination and resistance, are both back and fore grounds to their work. They move towards and with the development of different forms of organising, and systems of and for production; exploring possibilities for facing state and official institutional architectures and manifestations of violence.

 

As coletivas participantes estão fortemente, mas não apenas, implicadas em questões como a violência estrutural e sistêmica, colonial, racial e de gênero, com as condições materiais e financeiras, sociabilidade e a produção artística/de conhecimento. Negridade e indigeneidade, e as alianças e interseções entre as práticas de imaginação e resistência afro diaspóricas e dos povos indígenas, estão simultaneamente como planos de frente e de fundo de seus trabalhos. Eles caminham para e com o desenvolvimento de diferentes formas de organização e sistemas de e para produção; explorando possibilidades de enfrentamento de arquiteturas institucionais estatais e oficiais e manifestações de violência.

 
  
Event DetailsDetalhes

 

Part One

Hosted and introduced by Denise Ferreira da Silva & Ana Lira
 

Saturday 26th of March, 2022 

 

Vancouver 10:00 - 13:00

São Paulo 14:00 - 17:00

Glasgow 17:00 - 20:00

 

Parte I

Hospedado e apresentado por Denise Ferreira da Silva & Ana Lira

 

Sábado, 26 de março de 2022 

 

Vancouver 10:00 - 13:00

São Paulo 14:00 - 17:00

Glasgow 17:00 - 20:00

 

Part Two

Hosted and introduced by Denise Ferreira da Silva & Camilla Rocha Campos
Presentations: Turmalina and Chama

Sunday 27th March, 2022

 

Vancouver 10:00 - 13:00

São Paulo 14:00 - 17:00

Glasgow 18:00 - 21:00

 

Parte II

Hospedado e apresentado por Denise Ferreira da Silva & Camilla Rocha Campos
Apresentações: Turmalina and Chama

Domingo, 27 de março de 2022

 

Vancouver 10:00 - 13:00

São Paulo 14:00 - 17:00

Glasgow 18:00 - 21:00

 
  

These events were conducted in Brazilian Portuguese. English translation for the documentation is currently underway.

Esses eventos foram conduzidos em português brasileiro. A tradução para o inglês da documentação está em andamento.

 

 

 

About the artists

 

Sobre as coletivas

 

Coletivo Turmalina, from Porto Alegre, is a digital quilombo that works with artistic expressions in the visual and sound field proposed by the perspective of black populations. Understanding cultures with African roots as a tool to affirm the identity of a people, it highlights musicality as a mechanism of social resistance, as a response to the state violence, appropriation and erasure of a history. The main tool of this revolution is music, which, by uniting different forms of production and research, different technologies and narratives of black people, propagates the desire to move dominant structures and suggests the inversion of this creative pyramid. Turmalina also develops social articulations for the production of educational programs and uses public space as a key to access spheres of black culture that are interconnected through daily contact. 

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Coletivo Turmalina, de Porto Alegre, é um quilombo digital que trabalha com expressões artísticas no campo visual e sonoro propostas pela perspectiva das populações negras. Compreendendo as culturas de raízes africanas como instrumento de afirmação da identidade de um povo, destaca a musicalidade como mecanismo de resistência social, como resposta à violência estatal, apropriação e apagamento de uma história. A principal ferramenta dessa revolução é a música, que, ao unir diferentes formas de produção e pesquisa, diferentes tecnologias e narrativas das populações negras, propaga o desejo de mover estruturas dominantes e sugere a inversão dessa pirâmide criativa. Turmalina também desenvolve articulações sociais para a produção de programas educacionais e a utilização do espaço público como chave de acesso às esferas da cultura negra que se interligam pelo contato cotidiano. 

Instagram: @coletivoturmalina

 

 

Periferia Segue Sangrando (Periphery Keeps Bleeding) is it an action, a collective? It is a network of women who live, produce, act and think about the territory and our experiences as peripheral women. It was born in 2015 as a gathering of women in the south of São Paulo and has become a safe space to experience deep connections in which speech, listening and action permeate daily struggles, shared pains, the power of creation, the arts, affections and belonging among us. Periferia Segue Sangrando is the finger in the wound, the confrontation, the war, it is the demarcation of our voice and body in the streets, in the neighbourhood, in the world. It is above all a connection of affection, an encounter in which women are strengthened in the present and produce futures for themselves and their surroundings, a deviation from the shooting line, a breath to follow and not give up. 

 

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Periferia Segue Sangrando é uma ação, uma coletiva? É uma rede de mulheres que vivem, produzem, agem e pensam o território e as nossas vivências como mulheres periféricas. Nasceu em 2015 como um encontro de mulheres na zona sul de São Paulo e se tornou um espaço seguro para vivenciar conexões profundas em que a fala, a escuta e a ação permeiam as lutas cotidianas, as dores compartilhadas, o poder da criação, as artes, os afetos e pertencer entre nós. Periferia Segue Sangrando é o dedo na ferida, o confronto, a guerra, é a demarcação da nossa voz e do nosso corpo nas ruas, no bairro, no mundo. É antes de tudo uma conexão de afeto, um encontro em que as mulheres se fortalecem no presente e produzem futuros para si e para o seu entorno, um desvio da linha de tiro, um fôlego para seguir e não desistir.

 

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Chama is an artistic collective experiment and new actions/editions are in progress. The objective is to open conversations about how diaspora poetics migrated to different parts of the world and forwarded their codes through the diverse creative expressions of the peoples who survived the slave trade. In the case of CHAMA, creative practices dialogue with everyday sensibilities, evoking ties with places of creation, strengthening and feedback of languages that use sensoriality, perception, the body, orality, and narratives as ways, without forcing colonial processes of translation. Thus, poetry and music - in their various forms of expression throughout the diaspora - find their way to sound systems, DJs, experimental/community radios, soirees, groups, celebrations, and festivities, producing, each migration, new sensory fields for the bodies. Experiences in different languages and languages, which challenge the strategies to implement a universal standard, and propose increasingly complex answers to our existences. 

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Chama é uma experiência artística coletiva e novas ações / edições estão em andamento. O objetivo é abrir conversas sobre como as poéticas da diáspora migraram para diferentes partes do mundo e encaminharam seus códigos por meio das diversas expressões criativas dos povos que sobreviveram ao tráfico escravagista. No caso de CHAMA, as práticas criativas dialogam com as sensibilidades do cotidiano, evocando vínculos com lugares de criação, fortalecimento e retroalimentação de linguagens que usam a sensorialidade, a percepção, o corpo, a oralidade e as narrativas como caminhos, sem forçar processos coloniais de tradução. Assim, a poesia e a música - nas suas várias formas de expressão ao longo da diáspora - encontram o seu caminho para as aparelhagens, DJs, rádios experimentais / comunitárias, saraus, grupos, festas e festividades, produzindo, a cada migração, novos campos sensoriais para os corpos. Experiências em diferentes línguas e linguagens, que desafiam as estratégias de implementação de um padrão universal, e propõem respostas cada vez mais complexas às nossas existências.

 

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Carni - Coletivo de Arte Negra e Indígena (Black and Indigenous Art Collective)

Created in Pernambuco in 2016, CARNI is a group of free artists, communicators, producers, and researchers who met in Recife and the Metropolitan Region to develop spaces for fruition, dissemination, and articulation of dissident imaginaries. CARNI recreates old spaces and prospects for new places for cultural agents who find barriers to the flow of their productions. We understand the need to show spaces and thoughts that reflect the construction of autonomy of these diasporic bodies in the face of adversities placed historically and even today reinforced by the state and private means. Since its foundation, CARNI has encouraged the intersection of artistic languages, both through events and in work proposals, always bringing practices with anti-racist slants. In 2016, CARNI held the 1st Meeting of Black Arts of Pernambuco (EANPE), a forum aimed at opening discussion and reflections on black art in the state. Over the last 3 years, the integrated arts festival Palco Preto has followed the paths indicated by EANPE and articulates real alternatives for development for the people and for the country's black culture through art. Individually and in groups, the members of the black art collective CARNE work in various artistic segments - dance, visual arts, music, audiovisual, etc - and in various fields of knowledge, such as public management, communication and education. The different expertise are used in favour of democratising the access of black artists and producers to cultural goods and, above all, creative and financial autonomy. 

 

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Carni - Coletivo de Arte Negra e Indígena

Criado em Pernambuco em 2016, o CARNI é um grupo de artistas, comunicadores, produtores e pesquisadores livres que se reuniram em Recife e nas cidades da região metropolitana e agreste para desenvolver espaços de fruição, divulgação e articulação de imaginários dissidentes. CARNI recria antigos espaços e perspectivas de novos lugares para agentes culturais que encontram barreiras ao escoamento de suas produções. Entendemos a necessidade de mostrar espaços e pensamentos que reflitam a construção da autonomia desses corpos diaspóricos diante de adversidades colocadas historicamente e ainda hoje reforçadas pelos meios estatais e privados. Desde a sua fundação, o CARNI tem incentivado a intersecção de linguagens artísticas, tanto por meio de eventos quanto em propostas de trabalho, sempre trazendo práticas com viés anti-racista. Em 2016, o CARNI realizou o I Encontro de Artes Negras de Pernambuco (EANPE), fórum que visa abrir discussões e reflexões sobre a arte negra no estado. Nos últimos 3 anos, o festival integrado de artes Palco Preto segue os caminhos indicados pela EANPE e articula alternativas reais de desenvolvimento para o povo e para a cultura negra do país por meio da arte. Individualmente e em grupos, os integrantes do coletivo de arte negra e indígena CARNI atuam em diversos segmentos artísticos - dança, artes visuais, música, audiovisual etc. - e em diversas áreas do conhecimento, como gestão pública, comunicação e educação. As diferentes competências são utilizadas em prol da democratização do acesso dos artistas e produtores negros aos bens culturais e, sobretudo, da autonomia criativa e financeira.

 

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About the Project Partners 

 

Transformative Justice Praxis Research Project is a concept of global ethics that recognizes the epistemological and political dimensions of global subjugation. It is supported by the multiversal, which is a black feminist method that acknowledges differences while recognizing the entanglement of histories and geographies, as well as embodied experiences of violence and ethical indifference.

 

Transformative Justice Praxis Research Project é um conceito de ética global que reconhece as dimensões epistemológicas e políticas da subjugação global. É apoiado pelo multiversal, que é um métodologia feminista negra que reconhece as diferenças enquanto acolhe o emaranhado de histórias e geografias, bem como experiências corporificadas de violência e indiferença ética.

 

EhChO is a toolbox and an archive, a forum and a strategy, an invitation for study, initiated in April 2020 by Denise Ferreira da Silva, Valentina Desideri and Amilcar Packer. It was launched in June of the same year having Diego Crux and Giovanna Andreotti as part of the team, and in 2021, Ana Lira and Camila Rocha Campos also joined the initiative. EhChO is a collaboration between the Social Justice Institute-UBC, the Critical + Creative Social Justice Cluster-UBC, Living Commons Collective and Oficina de Imaginação Política.

EhChO é uma ferramenta e um arquivo, um fórum e uma estratégia, um convite ao estudo, iniciado em abril de 2020 por Denise Ferreira da Silva, Valentina Desideri e Amilcar Packer. Foi lançado em junho do mesmo ano tendo Diego Crux e Giovanna Andreotti como integrantes da equipe e, em 2021, Ana Lira e Camila Rocha Campos foram convidadas a estar na iniciativa. EhChO é uma colaboração entre o Social Justice Institute-UBC, o Critical + Creative Social Justice Cluster-UBC, o Living Commons Collective e a Oficina de Imaginação Política. 

 

 

The Critical + Creative Social Justice Studies (C+C SJS) cluster is an international interdisciplinary network of academics, artists, and activists, whose practices advance an anticolonial, antiracist, and intersectional feminist approach to social and global justice. 

 

The Critical + Creative Social Justice Studies (C+C SJS) é uma rede interdisciplinar internacional de acadêmicos, artistas e ativistas, cujas práticas promovem uma abordagem feminista anticolonial, anti-racista e interseccional para a justiça social e global.

 

Arika is a political arts organisation concerned with supporting connections between artistic production and social change. 

 

 

Arika é uma organização artística política preocupada em apoiar as conexões entre a produção artística e a mudança social. Tem sede em Edimburgo e está trabalhando desde 2001.

 

 

CCA Annex is an online project space for interviews, films, essays, publications, performances, live events and games.

 

CCA Annex é um espaço de projeto online para entrevistas, filmes, ensaios, publicações, performances, eventos ao vivo e jogos.

 

 

Credits

 

 

 

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